f) O papel da IECLB…

LINK, Rogério Sávio. O papel da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil nas Novas Áreas de Colonização: O caso de Rondônia 1972-1987. In: DREHER, Martin N.; TRAMONTINI, Marcos Justo (orgs.). Leituras e interpretações da imigração na América Latina: XVI Simpósio de História da Imigração e Colonização. São Leopoldo: Oikos, 2007. p. 650-661.

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O papel da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil nas Novas Áreas de Colonização: O caso de Rondônia 1972-1987

Autor: Rogério Sávio Link*

Resumo: O presente trabalho aborda a atuação da IECLB em meio a uma nova região de migração, a saber, Rondônia. A atuação está dividida em dois períodos nos quais se delineou o acompanhamento e os projetos desenvolvidos pela IECLB. Percebe-se que, no primeiro, mais afinado com o programa desenvolvimentista do Estado, há uma tendência para o desenvolvimento e o progresso. Já no segundo a atuação é mais crítica em relação ao modelo anterior e propõe uma vivência de igreja mais politizada e envolvida em questões sociais.

Palavras chave: IECLB, Migração, Rondônia

A atuação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil com relação às Novas Áreas de Colonização

Na época da colonização de Rondônia, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) estava mergulhada em profunda crise de paradigma. Por um lado, existiam os conservadores e, por outro, aqueles que buscavam novos jeitos de ser igreja. Os que buscavam novos jeitos estavam cientes de que a IECLB tinha que sair do gueto e ir em direção ao Norte do Brasil[1]. O Movimento Encontrão[2] encaminhou seu projeto de Missão Zero[3], enfocando a região urbana; enquanto as pessoas que se identificavam mais com a Teologia da Libertação buscavam acompanhar os membros nas Novas Áreas de Colonização (NAC) e apoiar os pequenos agricultores para que esses não aderissem ao êxodo rural. Assim, quando a IECLB decidiu acompanhar os membros nas NAC, o projeto que se seguiu foi claro: queria-se ensaiar novos jeitos de ser igreja. Nada melhor do que ensaiá-los nas novas áreas. Essa idéia está expressa na moção do Secretário Geral Rodolfo Schneider para o Concílio de Panambi:

A IECLB encontra-se no início de uma época completamente nova, com chances que talvez nenhuma outra Igreja no mundo tenha: o desbravamento do Oeste brasileiro oferecerá à IECLB a possibilidade da experiência e execução de novos métodos de trabalho e de novos tipos de ministérios, em zonas recém-abertas, livres de tradições e estruturas obsoletas. A disposição de enfrentar o desconhecido, para formar o seu futuro, dá aos colonizadores dessas áreas a abertura de colaboração e aceitação desses novos métodos de trabalho. Desta experiência haverá certamente, como reflexo, uma reação de abertura e maior disposição nas Comunidades estruturadas, para novas formas de trabalho e novos tipos de ministérios.[4]

A crise na agricultura, a modernização e a mecanização fizeram-se sentir profundamente dentro da IECLB, pois expulsou seus membros das colônias para as cidades ou para as novas fronteiras agrícolas. No caso de Rondônia, a situação era emergencial; e também não fugia do que historicamente se havia feito, a saber, acompanhar os membros em novas áreas[5]. Por isso, Geraldo Schach (06/1972 – 01/1979), primeiro pastor a atuar em Rondônia, foi enviado em julho de 1972, antes mesmo do Concílio de Panambi (outubro de 1972) tomar a decisão em favor do acompanhamento das famílias nas NAC[6].

Entrementes, a IECLB não queria apenas acompanhar os membros, mas queria fazer algo diferente. Motivado pelo VIII Concílio Geral de Panambi (1972), no qual se ratificou o acompanhamento dos membros de forma integral, o Conselho Diretor criou, ainda em 1972, o Departamento de Migração que, em 1979, passou a ser denominado de Coordenação das NAC, com sede em Cuiabá/MT[7]. O Departamento ficou encarregado de acompanhar os membros que migravam para as NAC e para os centros urbanos. Uma terceira atribuição foi acompanhar os pequenos agricultores para que esses não aderissem ao êxodo rural e, conseqüentemente, enfraquecessem as comunidades da IECLB nesse meio[8]. O Departamento teria como princípio “trabalhar a pessoa como um todo”. A idéia era pôr em prática a assistência integral das pessoas[9]. Assim, por exemplo, o trabalho pastoral nas NAC, especialmente em Rondônia, contava também com técnicos agrícolas e agentes de saúde.

A atuação da IECLB em Rondônia pode ser dividida em duas tendências básicas. A primeira, que vai de 1972 a 1978, está profundamente afinada com o programa de desenvolvimento governamental. A segunda, que inicia em 1979, avança na década de 1990, mas aqui delimitamos no ano de 1987, pois nessa época há uma grande mudança na estrutura da igreja nessa região. A Coordenação das NAC deixou de existir e criaram-se os Distritos eclesiásticos (Distrito Eclesiástico Regional Noroeste e Distrito Eclesiástico Mato Grosso). Esta segunda época está marcada por um posicionamento político mais acentuado e por uma forte crítica ao modelo desenvolvimentista, bem como ao papel que a igreja assumiu nesse processo.

O trabalho nas Novas Áreas de Colonização afinado com o programa desenvolvimentista do Estado 1972-1978

Entre os anos de 1972 e 1978, a IECLB, mais do que acompanhar os membros nas NAC, motivou a migração. Quanto maior o número de migrantes luteranos, mais as comunidades das NAC cresceriam e tornar-se-iam independentes financeiramente. A propaganda, nesse sentido, foi mais intensamente direcionada para o Mato Grosso. Para isso, a IECLB produziu uma série de audiovisuais para serem apresentados nas comunidades do Sul do país. Uma dessas foi a colonização do Teles Pires que, segundo a propaganda, deveria iniciar em julho de 1976. A publicidade afirmava que existiriam terras disponíveis para membros da IECLB[10]. Outra série foi a divulgação de Canarana, intitulada “Canarana: Terra Prometida[11]. Título com o qual se queria fazer uma alusão à Canaã da visão bíblica. Além desses audiovisuais, alguns artigos publicados no Jornal Evangélico (JOREV) sobre as NAC serviram como propaganda para a migração. Entre eles, destaca-se a publicação de uma matéria de capa, em 1975, na qual se divulgava a existência de terras disponíveis para os membros da IECLB em Rondônia.

O Departamento de Migração da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (…) neste jornal apresenta uma nova área de colonização, a região do Rio Colorado em Vilhena, no sul do Território Federal de Rondônia. No Projeto Integrado de Colonização de Paulo Assis Ribeiro, a ser executado pelo INCRA, ficou aberta a possibilidade de membros da IECLB serem colocados em grupos maiores, facilitando a vida comunitária, tanto para a igreja, como para o próprio agricultor.[12]

Desde 1972, a IECLB tinha um obreiro atendendo a região e tinha criado o Departamento de Migração para que esse viabilizasse o trabalho. Como a igreja tinha decidido acompanhar os migrantes de forma integral, ou seja, espiritual, social, economicamente e, mais tarde se diria também politicamente, o trabalho era idealizado de forma que pudesse contemplar esses aspectos. No entanto, durante os dois primeiros anos, o trabalho fora quase que eminentemente espiritual. Schach estava sozinho atendendo as famílias luteranas espalhadas numa imensa área de difícil acesso. Percorria uma área que, de um ponto ao outro, distava mais ou menos 550 Km[13]. Dormia em hotéis, nas casas dos membros ou acampava com a família nas imediações das construções eclesiásticas em andamento[14]. Entrementes, Schach e o Departamento de Migração, na pessoa do Arteno Spellmeier, começaram a viabilizar alternativas para a região. O que se queria era o desenvolvimento econômico daquelas pessoas e isso, na visão dos obreiros daquela época, passava essencialmente pela educação e pela saúde.

A experiência do Núcleo Avançado e da Fazenda Agrícola

O Núcleo Avançado em Rondônia surgiu por iniciativa de ex-alunos do Colégio Sinodal que se sentiram motivados a iniciar um Campus Avançado no Oeste brasileiro. O grande incentivador foi o diretor Arnildo Hoppen[15]. Para não parecerem pretensiosos, pois campus referia-se exclusivamente às universidades, resolveram chamar de Núcleo Avançado[16]. O projeto foi elaborado e implantado a partir de 1972[17]. A idéia era “prestar assistência aos colonos que lá se radicaram”[18]. Visava a assistência escolar, sanitária, social e agrícola[19]. Geraldo Schach acolheu a idéia com muito entusiasmo e escreveu enfatizando que se deveria iniciar o projeto na área da educação, higiene e orientação geral[20]. Depois de montado o projeto, constituíram-se grupos que, durante as férias escolares de final do ano, se deslocavam para atender as NAC. Um curso foi realizado em janeiro de 1974 e o outro em 1975[21]. Pode-se dizer que, basicamente, “faziam cursos de aperfeiçoamento para professores de escolas da rede pública de Rondônia”[22].

Em Pimenta Bueno, os ex-alunos dedicaram-se a constituir uma escola para a alfabetização. O primeiro professor foi o Catequista Nestor Kannemberg (1973 – 1975). Em 1975, foi substituído por Adalberto Reinke (1975 – 1981?)[23]. Mais tarde, essa escola, chamada Escola Imigrante, seria desativada em função do Centro Educacional Itaporanga (CEI), criado em Espigão do Oeste. O Centro Educacional Itaporanga (CEI), provisoriamente chamado CTA (Centro de Treinamento Agrícola), foi construído com verbas de uma organização sueca denominada Lutherhjaelpen, com verbas da Lutheran World Relief[24] dos EUA e do Canadá e com o trabalho voluntário dos membros das paróquias de Rondônia[25]. Ele foi construído em 1978 e abrigou turmas de 1a e 2a séries do ensino fundamental, sob a direção do Prof. Cat. Adalberto Reinke[26]. Tanto a Escola Imigrante quanto o CEI nunca foram reconhecidos oficialmente pelo governo. Isso foi um dos motivos que pôs fim ao projeto educacional em Rondônia.

Era também interesse daqueles que estavam envolvidos com o Núcleo conseguir uma área de terra para servir de campo experimental. A idéia era “ter um lugar onde os jovens ficariam durante um tempo e terminariam o primário, ficariam um tempo na fazenda, ficariam um tempo em casa, nesse jogo de escola-trabalho”[27]. Schach diz: “Sonhávamos com uma escola agrícola para os filhos dos agricultores”[28]. Foi com esse interesse que Schach e Emílio Boone, o então presidente da paróquia, foram ao escritório da Colonizadora Itaporanga e conseguiram a doação de 1000 ha[29]. Em homenagem à colonizadora, o nome dado ao novo colégio que surgiu em Espigão do Oeste foi Centro Educacional Itaporanga. O centro, conjugado com a fazenda, foi idealizado com o objetivo de treinar os filhos dos colonos em técnicas agrícolas. Os filhos ficariam 15 dias no centro e 15 dias na fazenda, no sistema escola-trabalho[30].

Em relação à fazenda, as primeiras medidas tomadas foram derrubar a mata, formar pastagem e conseguir as matrizes bovinas. O trabalho foi feito por mão-de-obra voluntária. Ao todo, os membros contribuíram com mais de 500 dias de serviços na fazenda e no CEI[31]. O gado, que serviria de matriz, foi emprestado por Erno Heinz, um membro evangélico de Montenegro, Rio Grande do Sul. Ele cedeu, por 10 anos, 100 novilhas da raça nelore e 5 touros registrados. No final do prazo, deveria ser devolvida apenas a quantia emprestada[32]. Assim foi o início do Centro Educacional e da Fazenda Agrícola em Rondônia. Todo o trabalho foi realizado com mão-de-obra voluntária, as terras foram doadas, o gado foi emprestado e a comunidade foi envolvida no projeto. Lamentavelmente, a Fazenda Agrícola teve uma existência curta. Em 1981, ela foi vendida e o projeto foi desativado.

A experiência das equipes de trabalho: projetos UMA

Outra grande novidade experimentada em Rondônia foi as Equipes de Trabalho. Desde o início, a intenção era atender as pessoas integralmente[33]. Assim, as equipes foram idealizadas de forma que contassem com um pastor, um técnico agrícola e um agente de saúde. Todas as equipes foram financiadas com dinheiro da American Lutheran Church[34] dos EUA e os projetos ficaram conhecidos como Equipes UMA (United Mission Appeal)[35]. Ao todo, foram quatro equipes UMA que atuaram na região de Rondônia: Cacoal, Colorado do Oeste, Ariquemes e Rolim de Moura[36].

A primeira equipe foi montada em 1975 para atender a Paróquia de Cacoal, que estava se constituindo[37], e iniciou seu trabalho em janeiro de 1976[38]. As pessoas que a compuseram foram o P. João Artur Müller da Silva, recém-formado na Faculdade de Teologia, em São Leopoldo, o técnico agrícola Adolfo Büttow e, como agente de saúde, Lenir Büttow. O casal Büttow morava, até então, em Espigão do Oeste, onde trabalhavam para o Núcleo Avançado do Colégio Sinodal[39].

A segunda equipe foi montada em Colorado do Oeste em 1977. Oto e Edna Ramminger atuaram como pastores, Wilmar Luft (1978-1984 ?) era o técnico agrícola e a Irmã Gerda Nied, agente de saúde[40]. Em 1979, devido a conflitos entre os obreiros[41], Nied foi transferida para a equipe de Ariquemes. O projeto UMA de Colorado ficaria sem assistência na área da saúde até a implantação de um outro projeto de saúde com verbas de Pão para o Mundo. O médico Delmar Purper assumiu esse projeto[42].

A necessidade de uma terceira equipe, que se localizaria em Ariquemes, já estava sendo estudada em 1977 por Arteno Spellmeier[43]. Mas ela foi montada somente em 1979, quando Ariquemes constituiu-se em uma paróquia. Walter Sass assumiu as funções pastorais. Gerda Nied foi transferida de Colorado para essa equipe. Adolfo Büttow também fora transferido para Ariquemes e sua esposa desligou-se do projeto UMA. Com a transferência dele para Ariquemes, em 1979, o projeto UMA de Cacoal ficou sem técnicos. Em Ariquemes, Friedel Fischer (1981 – 1990?) assumiu, em 1981, o pastorado ao lado de Sass[44]. Com a saída de Sass, em 1984[45], Fischer permaneceu sozinho no pastorado. Em meados da década de 1980, Leonor Schrammel (1985 – 1990?) substituiria Büttow na coordenação da área agrícola e a Irmã Doraci Edinger (03/1986 – 03/1993) substituiria Nied, na saúde.

A última equipe, por sua vez, foi montada em Rolim de Moura, em 1981. O pastor que assumiu essa paróquia foi Inácio Lemke. O médico Delmar Purper atuou alguns meses nessa equipe, mas desligou-se do trabalho. Posteriormente, assumiu o projeto de saúde em Colorado do Oeste. Em 1981, a enfermeira Iracema Lemke assumiu a área da saúde e permaneceu até 1990. A área da agricultura ficou a cargo de Valdir Wazlawick. Em 1985, Valdir Luft assumiu essa área, permanecendo até 1987[46].

Além da assistência local, as equipes UMA desenvolveram cursos de agricultura e saúde em outras localidades de Rondônia. Em meados de 1979, Gerda Nied, Lenir Büttow, Adolfo Büttow e Wilmar Luft ficaram responsáveis por realizar um curso de agricultura e saúde em Ouro Preto do Oeste[47].

Sobre as dificuldades dos projetos, Spellmeier diz que não havia falta de recursos financeiros, mas que o difícil era encontrar obreiros dispostos a esse trabalho. “Era muito difícil montar as equipes, porque quando encontrava técnico agrícola, não encontrava enfermeira, quando encontrava enfermeiro, não encontrava o pastor”[48].

Com o fim do financiamento dos projetos UMA pela American Lutheran Church, os projetos foram encaminhados para “Pão para o Mundo” e para EZE[49]. O novo projeto dava continuidade ao trabalho anterior, mas previa a instalação de uma área experimental, na forma de uma propriedade modelo. A idéia era experimentar uma agricultura alternativa, sem o uso de adubos químicos e defensivos agrícolas. Para isso, também se procurou manter um intercâmbio de informações com o Centro de Aconselhamento ao Pequeno Agricultor (CAPA) no Rio Grande do Sul. O projeto foi totalmente extinto em setembro de 1993[50].

Missão indígena

Paralelamente às equipes, também foi realizada a experiência de um trabalho com indígenas. O P. Schmeckel, por ocasião de sua visita a Rondônia, já tinha alertado a Direção da Igreja, em 1972, para a necessidade de um futuro trabalho entre os indígenas da região[51]. Durante a ocupação de Rondônia, o conflito fora inevitável, pois os colonos ocuparam as terras dos indígenas. Lori Altmann (08/1978 – 11/1980) e Roberto Zwetsch (08/1978 – 11/1980) relatam que, em Espigão do Oeste, os suruí “foram confinados a um pequeno pedaço de terra na periferia da vila e lá viviam em estado de miséria, aprendendo desde logo a mendigar, e sendo objetos de uma hipócrita caridade cristã daqueles que antes lhes usurparam as terras”[52]. Os pomeranos que se fixaram naquela região constantemente reclamavam ao P. Schach que os indígenas tinham invadido a sua lavoura e roubado sua plantação, além da questão da nudez[53].

Como os membros da IECLB estavam em choque cultural com os suruí, o Coordenador do Departamento de Migração, Arteno Spellmeier, tomou a decisão de contratar, em 1976, Arnildo Wiedemann (1976 – 1977?), que já atuara com os Nambiquaras e Erikbaktsa no Mato Grosso, para trabalhar como enfermeiro junto aos suruí[54]. No JOREV, essa notícia apareceu com o título: “As Experiências de um Jovem Indianista”, que também traz um relato da vida de Wiedemann[55]. Com isso, buscava-se apaziguar os conflitos entre indígenas e imigrantes[56]. A idéia era amenizar a revolta dos índios e passar aos colonos o compromisso missionário que deveriam ter em relação aos indígenas.

A consciência crítica em relação ao modelo de desenvolvimento governamental 1979-1987

O segundo período, que inicia em 1979, ainda não tem uma data posterior que possa servir como delimitadora. Esse trabalho fixou o ano de 1987, porque a partir desse ano, a Coordenação das NAC deixou de existir, dividindo-se em dois distritos — DERN (Distrito Eclesiástico Regional Noroeste) e DEMT (Distrito Eclesiástico Mato Grosso) — e enquadrando-se na estrutura da IECLB. O ano de 1986 foi o tempo de transição. Os dois distritos foram fundados e organizados nesse ano, mas os pastores distritais somente assumiram as funções respectivas a partir do início do ano seguinte. O primeiro “Concílio das paróquias de Rondônia, Acre, Juína e trabalho indígena” realizou-se nos dias 10 e 11 de abril de 1986. Nesse Concílio, organizou-se a estrutura eclesiástica do distrito, elegendo Rosemar Ahlert (07/1982 – 06/1990) para pastor distrital e Friedel Fischer para vice[57]. O Concílio do dia 3 de maio de 1986, em Rondonópolis, criou o DEMT, elegendo, para pastor distrital, Gerd Uwe Kliewer e, para vice, Teobaldo Wietter[58]. O Coordenador das NAC, Hans Trein, ficou trabalhando até fevereiro de 1987[59].

Os anos de 1978 e 1979 marcam profundas mudanças no trabalho da IECLB em Rondônia. Nesse período, há uma mudança no quadro de obreiros de Rondônia. Os primeiros pastores que trabalharam em Rondônia, Geraldo Schach e João Artur Müller da Silva, foram transferidos para outros Estados. Schach foi para Cuiabá, no Mato Grosso, e Silva para o Rio Grande do Sul. Outra grande mudança ocorreu em fevereiro de 1979 quando a Coordenação das NAC foi transferida de Porto Alegre para Cuiabá, no Mato Grosso. Agora a Coordenação estava dentro dos limites geográficos das NAC, o que facilitava o trabalho e dava um compromisso maior com a realidade local.

Os novos obreiros, recém-formados, trouxeram para o campo de trabalho novos posicionamentos teológicos que estavam sendo discutidos na Faculdade de Teologia em São Leopoldo e na IECLB como um todo. Herdeiros do posicionamento social da igreja e da Teologia da Libertação, que estava sendo refletida na Faculdade de Teologia, posicionavam-se politicamente ao lado dos pobres e oprimidos. “A neutralidade se nos torna impossível (Rm 12.9-21). Somos chamados a tomar partido”[60], reza o documento Nossa Responsabilidade Social. Paulo Daenecke, por sua vez, diz que eles liam quase que exclusivamente livros da Teologia da Libertação[61]. Ugo Assmann, Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, Clodovis Boff, Carlos Mesters e Paulo Freire estavam entre os principais autores lidos[62].

Teologicamente, o servir (Mc 10.35-45) e o esvaziar-se (Fp 2.5-11) moviam a prática dos obreiros que trabalharam em Rondônia. Nesse sentido, Spellmeier escreveu um relatório para o ECAM de 1978 no qual ele faz uma avaliação do trabalho nas NAC. Ao final, ele conclui: “Proponho a vocês para refletirem em suas famílias (…) e com seus membros um ‘esvaziamento’, uma opção pela simplicidade, tanto no que se refere ao nosso morar, como no que se refere ao nosso vestir e viver”[63]. Hans Trein comenta: “No fundo, eu penso que o ponto de partida teórico que se tinha através dos membros da igreja é de ser uma célula de irradiação do Evangelho, servir, ser sal naquela sociedade nova que estava se construindo ali”[64].

Os temas centrais desse período foram a questão da dimensão da saúde integral, do sacerdócio geral de todos os crentes, a questão da terra e da migração, da política e, também, a questão indígena[65]. Nas atividades voltadas para a saúde, discutiam-se as dimensões econômicas e sociais como causadoras de enfermidades. “A saúde ou a doença não mais como uma fatalidade, mas sim como uma expressão física do bem estar ou do mal estar social”[66]. Dependendo do acesso a uma boa alimentação e do tipo de trabalho, as pessoas ficavam mais suscetíveis ou não às doenças[67].

Por falta de obreiros que pudessem assistir as famílias dispersas e distantes, bem como por causa da busca por uma forma alternativa de ser igreja em Rondônia, o sacerdócio geral foi incentivado e promovido desde o início[68]. Os Curso de Orientadores Rurais (COR), que iniciaram em 1978, tinham fortemente presente essa dimensão do sacerdócio geral. Eles foram, em síntese, uma forma de capacitação e aperfeiçoamento das lideranças. Nesse sentido, Daenecke afirma que eles serviram como um fórum de discussão da nova postura da igreja em Rondônia[69]. Mas a questão do sacerdócio geral não era apenas uma discussão de formação de leigos para o trabalho na comunidade. Em Rondônia, essa questão foi fortemente discutida a nível teológico, bem como os obreiros procuraram cobrar da IECLB uma posição oficial. Assim, os técnicos que trabalharam em Rondônia reuniram-se nos dias 5 e 6 de dezembro de 1986 em Rolim de Moura para o “1o Encontro dos Missionários Leigos da IECLB na Região da Amazônia” com a finalidade de discutir a situação do missionário leigo na igreja. Escreveram uma carta que foi publicada no JOREV de maio de 1987. O teor da carta reivindica o reconhecimento do sacerdócio geral[70].

Sobre a questão da terra, Hans Trein lembra que o primeiro posicionamento da igreja era tentar acompanhar os membros e assentá-los nas melhores terras. Mas, no final da década de 1970 e na década seguinte, esse posicionamento mudaria significativamente[71]. Em junho de 1979, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizou um simpósio sobre migrações em Cascavel-PR. A IECLB participou oficialmente através da Coordenação das NAC. Veja-se o que expressa um dos parágrafos do documento que o simpósio produziu:

As igrejas, quer católicas, quer protestantes, são organizações concretas e, como tais, inserem-se no jogo de forças de expulsão ou fixação do homem na terra. Podem continuar ignorantes, mas não retiradas da realidade que ameaça a sobrevivência de milhões de brasileiros. Felizmente, movidas por uma fidelidade ao Evangelho, as igrejas estão encontrando forças para “trocar de lado”, optando pelo oprimido, pelo sem terra e sem rumo.[72]

Em resposta a esse simpósio, os obreiros de Rondônia envolveram-se na criação da CPT do Estado. Paulo Daenecke esteve a frente da coordenação da CPT em 1979[73]. Em 1981, assumiria o cargo novamente[74]. Na época da primeira Romaria da Terra em Rondônia, que se realizou em Ji-Parana no dia 20 de junho de 1987, Inácio Lemke era o vice-presidente da CPT[75].

Lembra Spellmeier que o envolvimento na organização dos pequenos agricultores, sindicatos e CPT rendeu perseguições políticas aos obreiros da IECLB em Rondônia. O caso mais marcante foi o “Conflito da Fazenda Cabixi” em Colorado do Oeste, em maio de 1982, onde morreram um posseiro, dois pistoleiros e a mulher de um dos pistoleiros. Oto Ramminger, pastor em Colorado, Olavo Nienow (1979 – 09/1984), que trabalhava no Projeto de Apoio ao Migrante, financiado por Pão para o Mundo, José Barbosa, líder dos posseiros, Francisco Cezário, líder sindical e 34 posseiros foram presos. Ramminger, Nienow e Cezário foram enquadrados como autores intelectuais. O caso somente foi encerrado em maio de 2001, quando os últimos acusados, dentre eles Ramminger e Nienow, foram absolvidos. As prisões tiveram um caráter eminentemente político. “Havia a clara intenção de incriminar pessoas que prestavam algum tipo de apoio aos sem terra da época”[76], afirmam Ramminger e Nienow. Os acusados conseguiram hábeas corpus e foram libertados depois de 34 dias devido a diversas pressões e manifestações de líderes eclesiásticos e políticos[77].

A venda da Fazenda Agrícola e o fim do projeto educacional

Em 1979, Schach deixou à disposição o seu cargo de pastor na Paróquia de Pimenta Bueno[78]. Por um período de 8 meses (29/12/1978 à 31/08/1979), Erno Júlio Dieter (12/1978 – 08/1979) assumiu os trabalhos da comunidade[79]. Mas foi o P. Paulo Augusto Daenecke (07/1979 – 02/1981) quem assumiu definitivamente a Paróquia[80]. Infelizmente, a trajetória do P. Daenecke não seria muito pacífica, nem muito duradoura. Segundo a ata do Conselho Paroquial de 4 de abril de 1981, “com a saída do Pastor Geraldo da paróquia, deu-se uma reviravolta, pois o Pastor Erno e depois o Pastor Paulo estavam praticamente por fora do assunto da fazenda”[81]. E, na ocasião em que Daenecke era pastor em Espigão do Oeste, grileiros entraram na fazenda. Para os tirar de lá, fez-se necessária a intervenção da polícia. Emílio Boone teria pedido a reintegração de posse na Justiça e a polícia, vinda de Ji-Paraná cumpriu a ordem judicial. O pastor, inconformado com a situação, tematizou essa questão na prédica do domingo seguinte, posicionando-se a favor dos posseiros[82]. A conseqüência foi uma revolta geral que terminou com a demissão do pastor no final de 1980[83].

Daenecke confirma que, em seu trabalho pastoral, a fazenda não era prioridade e que não via sentido para a igreja possuir uma área de terra dessa envergadura[84]. Também confirma ter posicionado-se a favor dos posseiros que entraram na fazenda. Diz que, no culto em que trouxe esse assunto, houve uma discussão violenta, pois Adalberto Reinke e Emílio Boone, que cuidavam da fazenda, interromperam a prédica e discutiram com ele[85]. Esse posicionamento de Daenecke é fruto da nova discussão teológica que iniciara na igreja em princípios da década de 1970. Profundamente comprometido com a Teologia da Libertação, não poderia posicionar-se favorável ao latifúndio. Enquanto crescia a consciência de uma reforma agrária, enquanto os sem terra se organizavam, enquanto a CPT se estruturava, tornava-se uma contradição imensa a igreja possuir uma fazenda[86].

Um segundo motivo que se pode arrolar foi a questão financeira. A Paróquia tinha feito uma dívida muito grande com a Direção da Igreja para a manutenção da fazenda e, somada a isso, vinha a necessidade de fazerem novos investimentos[87]. Assim, os membros que já apresentavam um claro desinteresse em continuar com a fazenda[88], com medo de não conseguirem saldar a dívida e pressionados pela presença do P. Presidente, Ernesto Kunert, e do Secretário Geral, Rodolfo Schneider, numa reunião do Conselho Paroquial, realizada no dia 7 de março de 1981, decidiram, definitivamente, vender a fazenda[89]. Emílio Boone, que tinha se oferecido para adquirir a área de terra, acabou por comprá-la[90]. Houve ainda algumas tentativas de reaproveitar o CEI para outras atividades, mas, em longo prazo, o projeto foi sendo esquecido.

Demais trabalhos alternativos realizados em Rondônia

Em Rondônia, além da Escola Imigrante, da fazenda agrícola e das equipes UMA, também foram criados outros projetos de educação e desenvolvimento. Por exemplo, Walter Sass conta que conseguiam financiamento para construir várias casas de farinhas[91] que auxiliariam na renda de seringueiros e ribeirinhos[92]. Também foi desenvolvido o projeto Escola da Vida em Ariquemes que consistia em uma espécie de internato onde as filhas dos agricultores pudessem ficar, enquanto estivessem estudando na cidade. A idéia era manter uma vida comunitária, ao mesmo tempo em que viabilizasse a oportunidade de continuidade nos estudos. As Irmãs Alda Sprandel, (02/1982 – 12/1984) e Elli Emma Stoefel trabalharam nesse projeto[93]. Entrementes, querer-se-á aqui aprofundar apenas os dois projetos que foram mais significativos para o povo rondoniense: os COR e o Projeto Vacas.

Os COR funcionaram de 1978 até 1983[94]. Eles foram realizados no CEI em Espigão do Oeste. Eram cursos semanais que visavam formar e qualificar lideranças. “Foram planejados não pra profissionalizar jovens, mas pra dar instrumentos pra jovens poderem ajudar outras pessoas”[95]. Foram organizados para: “1o Aprofundamento de conhecimentos em agropecuária, saúde pública e vida comunitária; 2o Aprofundamentos de conhecimentos pedagógicos; 3o Aprofundamento de conhecimentos políticos; e objetiva formar “orientadores rurais” em agro-pecuária, saúde e vida comunitária [grifo meu]”[96]. As passagens e despesas dos participantes dos COR eram pagas por coletas, sendo que a contribuição dos participantes deveria ser dada em alimentação. Cada região deveria trazer uma espécie de alimento. No primeiro COR, ficou estabelecido que os participantes que vinham de Colorado do Oeste deveriam levar arroz e os de Cacoal e Pimenta Bueno levariam feijão, galinha, café e farinha de mandioca[97]. O fim dos COR está relacionado com dois fatores: 1) Alguns participantes não respondiam às expectativas dos idealizadores, quanto à participação e engajamento nas comunidades. Algumas pessoas procuravam a formação como forma de se sobressair sobre as outras, fugindo do sentido idealizado de ajuda mútua, de comunhão. 2) Os cursos estavam sendo muito paternalistas, pois pagavam até as passagens dos participantes. Isso, possivelmente, geraria problemas num futuro em que os cursos deveriam se manter por conta própria[98].

O Projeto Vacas, por sua vez, foi elaborado para atender as comunidades mais ao Sul de Rondônia e Juína, no Mato Grosso. Sua sede era em Colorado do Oeste. Foi financiado ecumenicamente por duas entidades: Pão para o Mundo e Miserior. A primeira é protestante e a segunda é católica[99]. O antecessor do Projeto Vacas foi o Projeto de Apoio ao Migrante, financiado por Pão para o Mundo[100]. Olavo Nienow estava a cargo dele. Os técnicos que trabalharam no Projeto Vacas foram Wilmar Luft e o engenheiro agrônomo Edgar Niederberger (1983 – 09/1984). A partir de 1982, começaram a entrar as verbas[101].

O projeto visava o desenvolvimento econômico das famílias de agricultores. Consistia de um determinado número de vacas que foram distribuídas entre as famílias. Os técnicos do projeto deveriam acompanhar os colonos na assistência veterinária. Mas o projeto não queria apenas ser desenvolvimentista, ao contrário, visava a organização política dos agricultores. Para atingir esse objetivo, três ou quatro famílias ganhavam uma vaca que deveriam cuidar e explorar a produção[102], formando, assim, uma mini associação. A cada grupo de 20 vacas, cabia um touro, envolvendo, portanto, 60 a 80 famílias que deveriam estar envolvidas numa associação. A soma de todas as associações formaria uma cooperativa ou uma associação maior. A primeira cria de cada vaca deveria ser devolvida para ser remetida a outro grupo de família. Assim, ao final de quatro anos, o projeto alcançaria a auto-suficiência e poderia ser entregue à associação. Nesse meio tempo, ele estava sendo intermediado pela IECLB[103]. Os pastores responsáveis pelo andamento do projeto foram Edna Ramminger e Oto Ramminger, pelo qual recebiam dois salários mínimos[104].

O Projeto Vacas entrou em crise em 1984. Instaurou-se um conflito entre os técnicos e os pastores. Aparentemente, os técnicos queriam assumir o controle do projeto e não queriam ser mais tutelados pela igreja e pelos pastores. Em si, essa autonomia estaria prevista, mas somente para dali há um ano[105]. O projeto também enfrentou problemas de má administração, como o controle das vacas emprestadas, do patrimônio e de não prestação de contas[106]. Os pastores estavam cobrando uma maior competência e isso gerou indignação nos técnicos. Buscando a autonomia, os técnicos entraram em conflito com os pastores e passaram a fazer propaganda para que os pastores saíssem ou fossem expulsos da paróquia[107]. Como não obtiveram êxito, numa reunião da diretoria da paróquia no dia 20 de setembro de 1984, comunicaram que estariam se demitindo do projeto[108]. Assim, o projeto entrou em crise. Com a finalidade de dar continuidade ao trabalho, fora criado uma associação denominada APROVACA (Associação do Projeto Vacas)[109] que recebeu, em 1986, os bens do Projeto Vacas como herança[110].

Novos rumos para a questão indígena

Até a colonização de Rondônia, a IECLB não tinha um trabalho expressivo para com os povos indígenas. Houve uma experiência no Mato Grosso, na década de 1950, entregue aos missionários jesuítas e uma em Tenente Portela, em 1964, entre os índios Kaingang, por iniciativa do P. Norberto Schwantes que, na ocasião, atuava nessa região[111]. Essa missão, conhecida como Guarita, seguiu o caminho tradicional das missões cristãs na América Latina: visava integrar o povo indígena na sociedade envolvente e convertê-los ao cristianismo. Para isso, construiu-se uma escola com internato para facilitar a integração do povo indígena na sociedade brasileira. “O trabalho missionário propriamente dito foi entregue ao Summer Institut of Linguistic[112], que estudou a língua e traduziu o Novo Testamento para o kaingang”[113]. Em Rondônia, por sua vez, a única experiência da igreja era a do indigenista Wiedemann que atuava como enfermeiro.

Em 1977, a Direção da IECLB decidiu montar um projeto missionário para atuar entre os suruí. O Secretário de Missão Friedrich Gierus pediu que Wiedmann elaborasse um relatório sobre a situação dos suruí para servir de subsídio para o projeto[114]. Assim, organizou-se um convênio com a FUNAI tendo como base a experiência de Guarita[115] e que fora assinado em agosto de 1978[116]. Nesse sentido, cabia à IECLB manter um professor, um lingüista e um técnico agrícola. A FUNAI, por sua vez, ficou responsável pela construção da infra-estrutura: prédio escolar e residencial[117]. A Pa. Altmann e o P. Zwetsch foram enviados, em março de 1978, para atuar nesse projeto. Os dois vinham recentemente da Faculdade de Teologia, sendo que Altmann não havia ainda concluído os estudos de teologia. Na faculdade, eles foram fortemente influenciados pela Teologia da Libertação. Portanto, embora o projeto tenha sido montado nos moldes de Guarita, eles estavam imbuídos da nova teologia de missão que nascia: o esvaziamento (Fl 2.5-11), o servir (Mc 10.35-45) e o libertar (Lc 4.16-30)[118]. Com essa nova visão, eles iriam trabalhar entre os suruís. Buscariam organizá-los politicamente, tentando inseri-los nos movimentos indígenas de luta pela terra, e economicamente, tentando viabilizar sua auto-sustentação. Eles propuseram uma “pastoral de convivência”, na qual procuravam, ao invés de evangelizar, se engajar nas lutas do povo, dando, assim, testemunho do Evangelho[119].

Referências bibliográficas

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* O autor morou toda sua infância em Espigão do Oeste/RO. Graduou-se na Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo/RS, onde também obteve, o título de mestre e, atualmente, faz doutorado em história da igreja no Instituto Ecumênico de Pós-Graduação com bolsa da CAPES. Sua pesquisa concentra-se na história da igreja na Amazônia.

[1] Para aprofundar essa questão veja Rolf SCHÜNEMANN, Do gueto à participação.

[2] O Movimento Encontrão tem seu início em meados da década de 1960 e início de 1970. Sua gênese está intrinsecamente relacionada aos grupos ECO. Os grupos ECO são uma proposta de edificação de comunidade baseada na mordomia — entrega de Tempo, Talento e Tesouro, os três T. Esses são pequenos grupos, de no máximo seis pessoas, com objetivos, metodologias e regras disciplinares próprias. Alguns pastores e leigos achavam que a IECLB sofria de um profundo sono espiritual e que era necessário fazer alguma coisa para sair desse “sono à moda da bela adormecida”. Foi a cidade de Novo Hamburgo a primeira a experimentar a proposta de edificação a partir dos grupos acima citados. Seguindo o exemplo de Novo Hamburgo, outros pastores começaram a usar o mesmo método em suas comunidades. Eles compartilhavam de uma mesma afinidade espiritual e metodológica. Dessa forma, foi que, em 1970, liderados por um pastor estadunidense — John Aamot — seis pastores e um estudante de teologia se reuniram em Gramado para coordenarem seus esforços e compartilharem experiências. Apesar dos participantes dessa reunião não adotarem um nome para o seu movimento, mais tarde ele viria a ser chamado de “Encontrão”. Nos primeiros dez anos, teve um crescimento significativo, chegando a ter mais de mil participantes; contudo, não foi abraçado por toda a Igreja, antes, devido ao seu caráter evangelical, sofreu muitas críticas por parte da maioria dos pastores e membros. Cf. Jaime Roberto MUELLER, Relatório histórico do Movimento Encontrão na IECLB.

[3] Missão Zero é uma iniciativa missionária que tem por regra iniciar trabalhos missionários em cidades onde não existam membros tradicionalmente ligados à IECLB. Cf. Helgar Hugo OSTERBERG, Projeto Missão Zero, p. 4s.

[4] Moções de Rodolfo Schneider para o VIII Concílio Geral em Panambi, 12/10/1972 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[5] Os sínodos procuravam dar assistência às famílias que migravam para novas fronteiras agrícolas. Nesse sentido, o Sínodo Riograndense instituiu o pastorado itinerante. Cf. Osmar Luiz WITT, Igreja na migração e colonização, p 49.

[6] Cf. Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[7] Arteno Spellmeier diz que, em 1979, o Departamento de Migração deixou de existir e que a questão urbana e do êxodo rural foi ligada ao Departamento de Missão e, para as novas áreas, se criou, então, a Coordenação das NAC. Cf. Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000. Spellmeier foi o primeiro coordenador. Em 1983, Hans Alfred Trein assumiu esse cargo, permanecendo até 1987, quando o a Coordenação das NAC foi extinta.

[8] Cf. Arteno SPELLMEIER, Entrevista, agosto de 2003.

[9] Cf. Walter SASS, Entrevista, dezembro de 1999; Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000; e Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[10] Audiovisual produzido pela ISAEC.

[11] Audiovisual produzido pela ISAEC.

[12] Departamento de Migração, Terra no rio Colorado, p. 1 (JOREV). Departamento de Migração, Migração orientada, p. 6 (JOREV).

[13] Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[14] Cf. Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[15] Equipe trabalha em P. Bueno, p. 4 (JOREV).

[16] SEI, Precisamos agir, p. 8 (JOREV).

[17] Cf. Projeto do Núcleo Avançado em Pimenta Bueno (Arq. da IECLB).

[18] Carta de H. G. Naumann (Ivoti/RS) para Geraldo Schach (Pimenta Bueno/RO), 22/08/1972 (Arq. da IECLB).

[19] Cf. Carta de Arnildo Hoppen (São Leopoldo/RS) para alguém desconhecido, 14/03/1973 (Arq. da IECLB).

[20] Cf. Carta de Geraldo Schach (Pimenta Bueno/RO) para H. G. Naumann (Ivoti/RS), 29/09/1972 (Arq. da IECLB).

[21] Cf. Colégio Sinodal tem Núcleo Avançado na Rondônia, p. 11 (JOREV). Veja apêndice I, foto 21.

[22] Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[23] Cf. Carta de Geraldo Schach (Pimenta Bueno/RO) para Departamento de Catequese (Ivoti/RS), 1975 (Arq. da IECLB).

[24] Ajuda Luterana Mundial.

[25] Cf. Arteno SPELLMEIER, Relatório da 20a viagem, agosto de 1978 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[26] Cf. Arteno SPELLMEIER, Relatório da 18a viagem, dezembro de 1977 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[27] Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000.

[28] Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[29] Cf. Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[30] Cf. Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000.

[31] Cf. Arteno SPELLMEIER, Relatório da 18a viagem, dezembro de 1877 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[32] Cf. Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[33] Cf. Walter SASS, Entrevista, dezembro de 1999.

[34] Igreja Evangélica Luterana da América.

[35] Apelo Missionário Unido. Cf. João Arthur Müller da SILVA, Missão Rondônia, p. 11 (JOREV).

[36] Cf. Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000.

[37] Cf. Carta de Arteno Spellmeier (Cuiabá/MT) ao Conselho Diretor da IECLB (Porto Alegre/RS), 13/05/1975 (Arq. da IECLB).

[38] Cf. Arteno SPELLMEIER, Relatório da 12ª viajem a NAC, Abril de 1976 (Arq. da IECLB).

[39] Cf. Trabalho em equipe: condição para um atendimento integral, p. 7 (JOREV).

[40] Cf. Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000.

[41] Não foi possível pesquisar as causas desse conflito, portanto, apenas lembramos como um fato.

[42] Cf. Informações de Arteno Spellmeier e Hans Trein.

[43] Cf. Relatório da 18a viajem às NAC, 22/12/1977 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[44] Cf. Informações de Arteno Spellmeier e Hans Trein.

[45] Cf. Walter SASS, Entrevista, dezembro de 1999.

[46] Cf. Informações de Inácio Lemke.

[47] Cf. Ata do encontro dos obreiros de Rondônia, 12-15/10/1978 (Arq. do Sín. da Amazônia).

[48] Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000.

[49] Evangelische Zentralstelle für Entwicklungshilfe (Central Evangélica para o Serviço do Desenvolvimento). Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[50] Cf. Ata do Equinha-RO, abril de 1986 (Arq. do Sín. da Amazônia). Não será possível trabalhar o desenrolar desse projeto.

[51] Cf. Carta de Rodolfo Schneider (Porto Alegre/RS) ao Conselho Diretor sobre Trabalho entre os Índios, 21/06/1972 (Arq. da IECLB).

[52] Lori ALTMANN; Roberto ZWETSCH, Paíter, p. 49.

[53] Cf. Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[54] Cf. Lori ALTMANN; Roberto ZWETSCH, Paíter, p. 28; 49.

[55] Cf. As experiências de um jovem indianista, p. 2 (JOREV).

[56] Cf. Geraldo SCHACH, Entrevista, maio de 2001.

[57] Cf. Ata do 1o Concílio das Paróquias de Rondônia, Acre, Juína e trabalho indígena, 10-11/04/1986 (Arq. do Sín. da Amazônia).

[58] Cf. Encaminhamento para a reunião do Conselho Diretor a ser realizada em 26-28/09/1986, 24/09/1986 (Arq. da IECLB).

[59] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[60] Nossa Responsabilidade Social. In: Rolf SCHÜNEMANN, Do gueto à participação, p. 172.

[61] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003.

[62] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003; Arteno SPELLMEIER, Entrevista, agosto de 2003; Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[63] Relatório do Departamento de Migração para o ECAM de 1978 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[64] Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[65] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003.

[66] Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[67] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[68] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[69] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003.

[70] Cf. Técnicos que atuam nas Novas áreas também se consideram missionários, p. 16 (JOREV).

[71] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[72] CPT, Sem terra e sem rumo.

[73] Cf. Ata do encontro dos obreiros de Rondônia, 21-22/10/1979 (Arq. do Sín. da Amazônia).

[74] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003.

[75] Mais de 12 mil tomam parte na 1a Romaria da Terra na RO, p. 15 (JOREV).

[76] Carta circular de Oto Ramminger e Olavo Nienow, 21/05/2001 (Arq. pes. do autor).

[77] Cf. Carta circular de Oto Ramminger e Olavo Nienow, 21/05/2001 (Arq. pes. do autor).

[78] Cf. Carta da Paróquia Evangélica de Pimenta Bueno aos Pastores da IECLB, 28/11/1978 (Arq. da IECLB).

[79] Cf. Sistema de banco de dados da IECLB.

[80] Cf. Sistema de banco de dados da IECLB.

[81] Ata da reunião do conselho paroquial, Espigão do Oeste, 04/04/1981 (Arq. da Com. de Espigão).

[82] Cf. Ata da reunião do conselho paroquial, Espigão do Oeste, 05/11/1980 (Arq. da Com. de Espigão).

[83] Cf. Ata da reunião do conselho paroquial, Espigão do Oeste, 05/11/1980 (Arq. da Com. de Espigão).

[84] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003.

[85] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003

[86] Cf. Paulo DAENECKE, Entrevista, julho de 2003

[87] Cf. Ata da reunião do conselho paroquial, Espigão do Oeste, 04/04/1981 (Arq. da Com. de Espigão).

[88] Cf. Ata da reunião do conselho paroquial, Espigão do Oeste, 07/03/1981 (Arq. da Com. de Espigão).

[89] Cf. Ata da reunião do conselho paroquial, Espigão do Oeste, 04/04/1981 (Arq. da Com. de Espigão).

[90] A questão da venda da fazenda não será pormenorizada. Existem muitas contradições a esse respeito e, aparentemente, algumas pessoas tiraram proveito nessa transação.

[91] Casa de farinha é um galpão para a produção de farinha de mandioca.

[92] Cf. Walter SASS, Entrevista, dezembro de 1999.

[93] Cf. Informações de Arteno Spellmeier e Hans Trein.

[94] Cf. Carta de Rosemar Ahlert (Espigão do Oeste/RO) para o Secretário Geral (Porto Alegre/RS), 28/03/1983 (Arq. Sín da Amazônia).

[95] Arteno SPELLMEIER, Entrevista, junho de 2000.

[96] Arteno SPELLMEIER, Relatório da 18a viagem, dezembro de 1977 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[97] Cf. Arteno SPELLMEIER, Relatório da 19a viagem, junho de 1978 (Arq. pes. de A. Spellmeier).

[98] Cf. Arteno SPELLMEIER, Entrevista, agosto de 2003 e junho de 2000.

[99] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[100] Aqui não será trabalhado esse projeto.

[101] Cf. Informações de Arteno Spellmeier e Hans Trein.

[102] Em Juína, era uma vaca para duas famílias. Cf. Carta de Oto e Edna Ramminger aos presidentes das comunidades da Paróquia Evangélica Sul de Rondônia, setembro de 1984 (Arq. da IECLB).

[103] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[104] Carta de Oto e Edna Ramminger aos presidentes das comunidades da Paróquia Evangélica Sul de Rondônia, setembro de 1984 (Arq. da IECLB).

[105] Cf. Hans Alfred TREIN, Entrevista, setembro de 2003.

[106] Cf. Ata da reunião para verificação de problemas no Projeto Vacas realizada em Vilhena, 18/08/1984 (Arq. da IECLB).

[107] Carta de Oto Ramminger (Colorado do Oeste/RO) para destinatário desconhecido, 30/01/1984 (Arq. da IECLB).

[108] Esclarecimento da Paróquia Evangélica Sul de Rondônia sobre a questão dos projetos da IECLB em Colorado do Oeste, fevereiro de 1985 (Arq. da IECLB).

[109] Não será discutido o andamento desse novo projeto. Apenas arrola-se aqui, porque faz parte da continuidade do Projeto Vacas.

[110] Cf. Carta de Hofmeister (Porto Alegre/RS) à Paróquia Sul de Rondônia, 12/09/1986 (Arq. da IECLB).

[111] Cf. Norberto SCHWANTES, Uma cruz em Terranova, p. 39.

[112] Instituto Lingüístico de Verão.

[113] Lori ALTMANN; Roberto ZWETSCH, Paíter, p. 53. O Summer Institut of Linguistic tem origens fundamentalistas.

[114] Cf. Relatório de Arnildo Wiedmann (Arq. pes. de L. Altmann e R. Zwetsch).

[115] Cf. Lori ALTMANN; Roberto ZWETSCH, Paíter, p. 50.

[116] Cf. Convênio da IECLB com a FUNAI (Arq. pes. de L. Altmann e R. Zwetsch).

[117] Cf. Convênio da IECLB com a FUNAI (Arq. pes. de L. Altmann e R. Zwetsch).

[118] Cf. Informações de Lori Altmann.

[119] Cf. Informações de Lori Altmann.


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