d) Luteranos em Porto Velho

LINK, Rogério Sávio. Luteranos em Porto Velho 1979-1997. In: ZABATIERO, Júlio P. T.; SCHAPER, Valério Guilherme (orgs.). IV Salão de Pesquisa da EST. São Leopoldo: EST, 2005. CD-ROM.

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Luteranos em Porto Velho 1979-1997

Autor: Rogério Sávio Link*

Resumo: O presente artigo versa sobre a constituição de uma paróquia luterana em Rondônia, Porto Velho[1]. A criação dessa paróquia está interligada com a migração de brasileiros de origem luterana, provenientes de outras regiões do país, para o território de Rondônia. A delimitação temporal (1979 – 1997) está demarcada entre a atuação dos primeiros pastores que atenderam os luteranos que ali residiam e a reestruturação da igreja em sínodos.

Palavras chaves: Migração, história dos luteranos, Rondônia, Porto Velho.

Descrição geral de Porto Velho

A cidade de Porto Velho, com 34.082 Km2, é a capital do Estado de Rondônia e situa-se no extremo norte do Estado, às margens do rio Madeira. O rio é um importante corredor e escoadouro da produção do Estado que é destinada, geralmente, a Manaus ou ao exterior. A produção que é escoada via terrestre se destina maciçamente para São Paulo. A cidade não é industrializada, contando apenas com indústrias mais artesanais. Sobrevive, basicamente, com a burocracia estatal. Sua população é variada. Além de imigrantes provenientes diretamente de outros Estados, a população é formada por descendentes de povos indígenas que habitavam a região e por descendentes de seringueiros nordestinos. Atualmente a população está em torno de 334.661. Desse total, 81,78% vive na cidade[2], o que indica um alto grau de urbanização, acima da média nacional que é de 81,19%[3].

População urbana e rural de Porto Velho[4]

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Constituição da paróquia de Porto Velho

O perfil da paróquia de Porto Velho

A constituição de uma igreja luterana em Porto Velho é relativamente recente dentro do processo de criação de comunidades luteranas na Amazônia. O estabelecimento dos primeiros migrantes data da década de 1980, mais tardar no final da década de 1970[5]. Em sua maioria, os membros são sulistas e são profissionais especializados. Eles vêm por alguns anos e logo retornam para seu Estado de origem ou migram em função de seu trabalho. Poucos se estabelecem definitivamente. Conforme entrevistas realizadas com membros da igreja luterana em Porto Velho, 62,5% deles são provenientes do Sul do país. Os outros 37,5% provêm de outros Estados.

Procedência dos migrantes da comunidade luterana em Porto Velho[6]

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Os livros de registros indicam que, desde a fundação da paróquia até março de 2005, foram realizados 45 batismo e apenas dois óbitos[7]. Esses dados dão uma indicativa de que as pessoas chegam, mas não se estabelecem definitivamente no local[8]. Os pedidos de admissão e desligamento da paróquia também atestam essa volatilidade, apesar de muitas pessoas mudarem e não comunicarem seu desligamento[9]. Em 2003, a presidenta Elza Maria dos Santos Nienow assinava um relatório das atividades da comunidade onde se pode ler: “Estas famílias foram constituindo uma comunidade dinâmica e instável com constante fluxo de gente que vem e gente que vai”[10].

Os migrantes que chegaram em Porto Velho não estavam buscando terras; eles queriam trabalho, sendo que dois teriam ido para lá com uma intenção missionária[11]. A capital fica bem ao norte dos principais assentamentos do INCRA, destino normal de quem estaria procurando terra. Inquiridos sobre essa questão, 75% dos entrevistados afirmaram que nunca possuíram terra em Rondônia. 50% responderam que nunca possuíram terra no Estado de origem. 87,5% já teriam morado em cidades. Desses 57,1% sempre moraram em cidades. Os outros tiveram passagem pelo campo antes de se estabelecerem em cidades. Assim, os membros luteranos de Porto Velho têm um perfil urbano e não rural como nas outras localidades onde existem luteranos em Rondônia.

Taxa de porcentagem entre migrantes luteranos que já tinham vivido em meio urbano[12]

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Sobre a descendência, também existem diferenças acentuadas em comparação com outras paróquias do Estado. Enquanto que nas outras paróquias a maioria é descendente de pomerano, excetuando Vilhena, em Porto Velho, apenas 12,5% disseram terem essa descendência. 25% disseram terem outras descendências e 50% disseram que eram alemães[13]. Quiçá aqui resida um problema, pois entre esses pode ser que existam descendentes pomeranos. Mesmo assim, isso também pode ser um dado significativo, visto que, ao afirmarem que são alemães, eles teriam esquecido sua descendência original ficando apenas com o termo genérico alemão; ou intencionalmente teriam suprimido essa informação; ou ainda, no contexto urbano em que estariam vivendo, ela não teria sentido de ser acionada[14]. Em última análise, eles estariam resignificando seu etos cultural, seu lugar no mundo, ou seja, deixando de serem pomeranos para se tornarem alemães. Em minha dissertação de mestrado, defendi que quanto mais colono um pomerano é mais pomerano ele é. Esse teria sido um dos fatores que levariam os pomeranos para uma nova região de colonização, pois ali poderiam reproduzir seu etos cultural[15]. Morando na cidade, gradativamente deixariam de ser pomeranos. Na cidade, eles seriam conhecidos como alemães e também passariam a usar esse terno, visto que evocar essa representação traria mais benefícios e vantagens. Pode-se dizer que o termo alemão conota urbanidade e o termo pomerano lembra o mundo rural. Seriam duas representações para serem usadas em lugares e contextos distintos: uma para o mundo rural e para dentro do grupo, outra para o mundo urbano e para fora do grupo.

O atendimento pastoral e a criação da comunidade

Walter Sass e Friedel Willi Otto Fischer foram os primeiros obreiros a atenderem pastoralmente Porto Velho. Eles viviam em Ariquemes — cerca de 200 km — e desde aí atendiam todos os membros que se encontravam ao norte[16]. Além de Porto Velho, eles acompanhavam os membros em Manaus (AM), na Transamazônica, em Boa Vista (RR) e em Rio Branco (AC). Esse trabalho pastoral lembra o acompanhamento itinerante do Sínodo Riograndense[17]. Sass começou a trabalhar em Ariquemes em 1979 e desde essa época atendia os membros que viviam em Porto Velho.

A constituição de uma paróquia independente, com pastor e sede própria, data de 27 de setembro de 1987, quando a comunidade foi instituída com a presença de dezesseis membros fundadores e do pastor Fischer[18]. Mas o atendimento efetivo, ainda tardaria a acontecer. Em 30 de janeiro de 1988, a comunidade e o pastor Fischer encaminharam uma carta ao Conselho Diretor pressionando a Direção da Igreja a tomar uma decisão. Eles afirmavam que os membros estavam querendo mudar para a IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil). Essa artimanha sempre foi muito usada pelos membros e obreiros das Novas Áreas de Colonização como forma de pressionar a Direção da Igreja[19]. Em 20 de julho de 1988, o então Secretário de Missão Rui Bernhard, escreveu à diretoria da comunidade de Ariquemes, onde residia o pastor Fischer, informando-lhes que o Conselho Diretor teria apreciado o pedido de homologação da criação do pastorado de Porto Velho[20]. O pastor efetivo, no entanto, ainda demoraria um pouco para assumir a comunidade. Ele chegou em 15 de maio de 1989, quase um ano depois da homologação[21].

O pastor que assumiu o novo campo de trabalho foi o alemão Gerd Peter. Entre suas principais atividades, esteve a de criar infra-estruturas, pois, na nova comunidade, tudo estava por ser feito. Nesse intuito, foi inaugurado em 13 de maio de 1990 o pavilhão da comunidade, no qual seriam realizados os cultos e demais atividades[22].

Grandes obstáculos eram as distâncias entre os pontos de pregação e os parcos membros que participavam e contribuíam com as atividades. Já no segundo ano de sua atuação — dezembro de 1990 —, o pastor Peter e o então presidente da paróquia Sidmar Nogueira Correia relatavam em assembléia geral que a paróquia teria decrescido em número de membros, pois muito tinham emigrado. Mesmo assim, a paróquia contava com 26 famílias membros, divididas em quatro comunidades ou pontos de pregação: Apui, Humaitá, Transamazônica e Porto Velho[23]. Além desses locais de atendimento, Peter arrola, como sua área de atuação, um projeto de assentamento chamado Trivelato, no norte do Mato Grosso. A partir de 1993, ele deixou de atender essa localidade em vistas da inviabilidade econômica[24]. O mesmo aconteceria com a comunidade de Apui que, em 1991, passou a ser assumida pela IELB[25]. O imóvel em Apui foi vendido[26].

Na assembléia geral do dia primeiro de dezembro de 1991, foi constatada a emigração de mais membros[27]. Já, em 1992, segundo o relato do presidente Sidmar Nogueira Correia e do pastor Peter para a assembléia paroquial do dia seis de fevereiro de 1993, houve um pequeno crescimento na comunidade de Porto Velho[28]. Nesse mesmo ano, veio a público que o tesoureiro da paróquia Vilmar H. Zimmermann estava desviando dinheiro da comunidade. Ele foi afastado do cargo e desligou-se da comunidade[29]. A comunidade entrou com um processo judicial contra ele, mas, por falta de provas, foi arquivado e não foi possível processá-lo[30].

Mesmo com tantos percalços, em 1996, Peter contava com 37 adultos, 4 jovens, 23 crianças, dos quais 11 adultos e 3 crianças residiam em Humaitá. Em 29 de setembro de 1995, em vistas do número reduzido de membros de Humaitá, a pouca participação desses membros, as dificuldades financeiras e a distância, aconteceu uma reunião da diretoria da paróquia em Humaitá para o encerramento dos trabalhos nesse local, exceto ofícios emergenciais[31]. No final do ano seguinte, decidiu-se não continuar com o atendimento pastoral nessa cidade[32].

As distâncias percorridas eram enormes. Apui dista mais ou menos 600Km de Porto Velho, Humaitá 200 Km e o ponto de pregação da Transamazônica 257 Km. Os poucos membros não tinham condições de manter um trabalho pastoral. Por isso, desde o início, o trabalho e a infra-estrutura foram mantidos pela IECLB, com verbas do exterior. O primeiro projeto aprovado teve a ajuda financeira da Obra Missionária de Hermansburg. O projeto duraria cinco anos e incluía: salário pastoral, manutenção e administração, aquisição de um carro e construção da casa pastoral. No primeiro ano o projeto assumiria 100% dos gastos e nos anos subseqüentes diminuiria 20% a cada ano[33]. Como diz Peter, numa primeira fase que vai até 1992, seu trabalho esteve muito ligado à construção da infra-estrutura da paróquia que incluía uma casa pastoral e um pavilhão para encontros e cultos[34].

Em virtude das dificuldades econômicas da paróquia, em 1995, Peter começou a lecionar Antigo Testamento na faculdade Metodista em Porto Velho[35] e, no ano seguinte, ministrou também hebraico, ministério pastoral e liturgia, além de reger o coral da faculdade[36]. Consta no livro de atas da comunidade que, com a diminuição do repasse do salário pastoral, a comunidade decidiu, em maio de 1996, pelo meio pastorado, sendo que a outra parte do salário viria das aulas ministradas na faculdade metodista[37].

Peter regressou à Alemanha no final de 1997. Depois de Peter, a pastora Helena Olinda Lein assumiu os trabalhos em Porto Velho[38]. Para manter o atendimento pastoral da comunidade, tentou-se, já no segundo semestre de 1997, formar uma união paroquial entre Ariquemes e Porto Velho[39]. Esse tipo de união mostrou-se inviável e não tardaria a ser desfeita. Ainda hoje a comunidade de Porto Velho continua com muitas dificuldades financeiras[40].

A missão urbana da comunidade de Porto Velho: A Oficina Criativa

Em vistas de dar um testemunho evangélico e de crescer numericamente, a comunidade apostou em um trabalho num dos bairros da cidade, o bairro JK III, hoje, São Francisco. Gradativamente, a comunidade foi concentrando os trabalhos nesse bairro. Consta, no livro de atas da comunidade do dia 28 de agosto de 1995, que a comunidade teria vendido o centro comunitário que estaria localizado mais no centro da cidade, em vistas de centralizar os trabalhos no bairro JK III[41]. Grande incentivador e idealizador desse trabalho foi o pastor Peter, que teria sonhado com uma comunidade engajada junto aos mais necessitados. Essa teria sido uma dinâmica que se acentuou, a partir de 1979, entre os obreiros que atuaram em Rondônia[42]. Nesse sentido, veja-se o conceito de missão do pastor Peter:

Como missão entendemos o testemunho da presença do Reino de Deus num sentido bem amplo. A missão evangélica tem por objetivo promover a vida onde ela for ameaçada e anunciar a graça de Deus. Na prática a missão inclui a denúncia pública das forças da morte e do pecado (preconceito, injustiças sociais, violência, exploração, discriminação, etc.), a ação solidária junto às pessoas necessitadas (serviço social, ensino, valorização da expressão cultural, ajuda para auto-ajuda, fortalecimento dos movimentos populares) e o anúncio da graça e misericórdia de Deus (perdão, salvação, utopias bíblicas, celebração, etc.). A missão dirige-se tanto para dentro da comunidade quanto para fora dela[43].

Afinados com essa proposta, Olavo e Elza Nienow também teriam incentivado esse trabalho. Nesse sentido, com o objetivo de capacitar as crianças e adolescentes do bairro, a comunidade montou uma escolinha onde seriam ministrados cursos. Essa escolinha ficou conhecida como Oficina Criativa.

A Oficina Criativa foi criada oficialmente no dia cinco de abril de 1992. A ata de fundação reza: “A partir desta data fica instalado o Departamento ‘Oficina Criativa’ com o objetivo de incentivar menores carentes a descobrirem a sua criatividade e aprenderem trabalhos manuais e artesanais através de cursos”[44]. O orçamento da oficina previa a sua manutenção por doações, convênios e receitas provenientes da comercialização da produção dos trabalhos manuais. O projeto não teve fins lucrativos. Todo ingresso seria reinvestido na manutenção do próprio projeto[45]. Com doações, foi adquirido um terreno, construído um prédio e comprado equipamento para fazer artesanatos[46].

Mas a Oficina Criativa não nasceu da noite para o dia. Como reza a ata da diretoria da comunidade, ela foi sendo construída ao longo dos anos[47]. Seu início remonta ao ano de 1990, quando a comunidade de Porto Velho começou a sentir a necessidade de implementar um projeto missionário que atendesse as crianças carentes do bairro[48]. O local escolhido foi o bairro JK III. A ata da assembléia geral desse ano traz um relato do pastor Gerd Peter sobre os objetivos do projeto. “O trabalho visa dar uma chance a crianças a descobrir e desenvolver (sic.) a própria criatividade, muitas vezes escondida e esquecida”[49]. Outro grande objetivo foi o crescimento de membros. A comunidade era pequena e tinha que pensar na sua auto-subsistência, pois o dinheiro dos projetos não duraria para sempre. Assim, a Oficia Criativa foi pensada como uma forma de atrair famílias, não tradicionalmente ligadas à IECLB, para a comunidade. Nas palavras do pastor Peter: “Tenho a esperança de que este trabalho chame o interesse de crianças e pais para participarem em atividades da comunidade”[50].

Para desenvolverem o trabalho missionário, compraram uma casa no bairro[51], compraram equipamento e contrataram instrutores[52]. A inauguração dos trabalhos da Oficina Criativa foi no dia dez de novembro de 1991[53].

No início, a Oficina Criativa foi mantida por verbas conseguidas pelo pastor Peter. Com o tempo a comunidade sentiu a necessidade de ter uma fonte maior de recursos. Assim, no dia 24 de janeiro de 1994, a comunidade decidiu encaminhar um projeto junto à IECLB[54]. Infelizmente esse projeto não foi aprovado devido à má formulação[55]. Nesse meio tempo, a comunidade estava pensando em ampliar ou remodelar o trabalho para a questão educacional, por sugestão do Clube das Mães do Bairro, em vista do trabalho com artesanato não ter alcançado o impacto almejado[56].

Outra questão também foi a falta de recursos. Com um projeto educacional a comunidade poderia pleitear, junto à prefeitura, a manutenção de um funcionário. Nesse sentido, a comunidade repensou a Oficina Criativa para que ela funcionasse para ministrar aulas de reforço escolar. Destarte que em 1995 e em 1996 a oficina contou com uma pessoa mantida pela prefeitura[57]. Também em 1995, o projeto foi reformulado em vista de uma reavaliação da IECLB. No dia 15 de novembro de 1995, a diretoria da comunidade em reunião anunciava que o projeto tinha sido aprovado. A comunidade decidiu, então, abrir vaga para um obreiro ou obreira diaconal[58]. Portanto, a partir do dia primeiro de julho de 1996, o novo projeto da Oficina Criativa entrou em vigor, iniciando uma nova fase para o trabalho[59]. Em março de 1997, foram contratados um instrutor e uma zeladora[60]. E, em agosto do mesmo ano, decidiu-se construir um prédio com duas salas de aula, banheiros, cozinha e uma secretaria[61].

A oficina continuaria funcionando ao longo dos anos, apesar das constantes crises financeiras. O sonho a partir do qual teria sido criada continua vivo. As palavras de Peter, ao relatar, em 1994, os motivos que os impulsionavam, continuam ecoando na “pequena” e “grande” comunidade:

A partir de janeiro de 1994 começamos a realizar todas as nossas atividades nas dependências da Oficina Criativa, baseando numa decisão tomada em Assembléia Geral durante o ano de 1993. Inicialmente tínhamos somente o pátio para as reuniões, mais tarde começamos a usar o salão. Viemos realizar cultos e outras atividades aqui com a intenção de estreitar os nossos laços e a nossa convivência para com a comunidade do Bairro JK III, bem como levar, através da nossa presença, o nosso testemunho da graça e bondade de Deus para a população deste bairro[62].

Bibliografias e fontes consultadas

Arquivo da Comunidade de Porto Velho.

MEYER, Dagmar E. Identidades traduzidas: Cultura e docência teuto-brasileiro-evangélica no Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Sinodal, 2000.

LINK, Rogério Sávio. Luteranos em Rondônia: O processo migratório e o acompanhamento da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (1967-1987). São Leopoldo: Sinodal, 2004.

WITT, Osmar Luiz. Igreja na migração e colonização: A pregação itinerante no Sínodo Rio-Grandense. São Leopoldo: Sinodal, 1996.

Questionário de pesquisa de campo, 01/05/2005.

http://www.ibge.gov.br, 17/07/2005.


* O autor morou toda sua infância em Espigão do Oeste/RO. Graduou-se na Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo e, atualmente, faz doutorado, com bolsa CAPES, em história da igreja, no Instituto Ecumênico de Pós-Graduação. Sua pesquisa concentra-se na história da igreja na Amazônia.

[1] Porto Velho não está constituída legalmente como uma paróquia e sim como uma comunidade que tem funções paroquiais. Neste trabalho, não levaremos em conta essa distinção, já que ela assume funções paroquiais.

[2] Cf. http://www.ibge.gov.br, 17/07/2005.

[3] Cf. http://www.ibge.gov.br, 17/07/2005.

[4] Cf. http://www.ibge.gov.br, 17/07/2005.

[5] Cf. Questionário de pesquisa de campo, 01/05/2005. Foram aplicados oito questionários. Das oito pessoas, duas chegaram no final da década de 1970; três chegaram no final da década de 1980 e uma no início; Duas chegaram no início da década de 1990.

[6] Cf. Questionário de pesquisa de campo, 01/05/2005.

[7] Cf. Registro de batismo e registro de óbitos da paróquia de Porto Velho (Arq. da comunidade de Porto Velho).

[8] A comparação entre as estatísticas deve ser relativizada, uma vez que a paróquia é recente e que os migrantes tendem a serem jovens.

[9] Cf. Arq. da comunidade de Porto Velho.

[10] Elza Maria dos Santos NIENOW, Relatório do presbitério, gestão 2002-2003 (Arq. da comunidade de Porto Velho).

[11] Esses dois imigrantes são Olavo Nienow e sua esposa Elza Nienow. Olavo foi um dos estudantes da EST que abandonaram o curso na década de 1970 para trabalhar em meio ao povo, buscando a transformação da sociedade. Antes de se mudarem para Porto Velho, eles trabalharam como professores na zona rural em Colorado do Oeste. Nessa região, estiveram engajados e coordenaram projetos ligados aos colonos e posseiros. Para mais informações, consulte Rogério Sávio LINK, Luteranos em Rondônia, p. 133; 140.

[12] Cf. Questionário de pesquisa de campo, 01/05/2005.

[13] Algumas pessoas não responderam este item. Em vista disso, a soma da porcentagem não chega a 100%.

[14] Sobre isso veja o livro de Dagmar MEYER, Identidades traduzidas.

[15] Cf. Rogério Sávio LINK, Luteranos em Rondônia, p. 56.

[16] Além deles, Arteno Spellmeier (coordenador das Novas Áreas de Colonização) e João Artur Müller da Silva (pastor de Cacoal) também fizeram atendimento aos membros espalhados no extremo norte.

[17] Sobre isso, veja: Osmar Luiz WITT, Igreja na migração e colonização.

[18] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 27/09/1987 (Arq. da Com. de Porto Velho), p. 1.

[19] Cf. Rogério Sávio Link, Luteranos em Rondônia, p. 72ss, 90, 98s.

[20] Cf. Carta de Rui Bernhard (Porto Alegre) à diretoria da comunidade de Ariquemes, 20/07/1988 (Arq. da Com. de Porto Velho).

[21] Cf. Gerd PETER, Relatório de atividades (Arq. da comunidade de Porto Velho), 20/07/1996.

[22] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho 18/03/1990 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 9.

[23] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 09/12/1990 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 5s.

[24] Cf. Gerd PETER, Relatório de atividades (Arq. da comunidade de Porto Velho), 20/07/1996.

[25] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 01/12/1991 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 9. Em 2001, iniciou uma nova onda de migração de brasileiros residentes no Paraguai, conhecidos como brasiguaios, para essa região. Em decorrência disso, foi criada uma nova comunidade da IECLB, que está sendo atendida desde Porto Velho.

[26] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho 14/04/1993 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 21.

[27] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho. 01/12/1991 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 9.

[28] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 07/02/1993 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 13s.

[29] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 07/02/1993 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 14ss.

[30] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 15/12/1993 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 19.

[31] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 03/10/1996 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 40.

[32] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 16/03/1997 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 28.

[33] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 20/05/1989 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 1s.

[34] Cf. Gerd PETER, Relatório de atividades (Arq. da comunidade de Porto Velho), 20/07/1996.

[35] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 24/03/1996 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 24.

[36] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 16/03/1997 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 28.

[37] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 20/04/1996 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 34.

[38] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 05/04/98 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 30.

[39] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho 10/08/1997 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 42.

[40] O tema da união paroquial e dos novos obreiros que atuaram em Porto Velho ultrapassa o período proposto para o estudo desse artigo.

[41] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 28/08/1995 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 32.

[42] Cf. Rogério Sávio LINK, Luteranos em Rondônia, p. 127ss.

[43] Cf. Gerd PETER, Relatório de atividades (Arq. da comunidade de Porto Velho), 20/07/1996.

[44] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 05/04/1992 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 12.

[45] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 05/04/1992 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 12.

[46] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 05/04/1992 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 12.

[47] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 05/06/1994 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 24.

[48] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 02/02/1990 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 8.

[49] Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 09/12/1990 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 7.

[50] Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 09/12/1990 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 7.

[51] Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 07/04/1990 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 9.

[52] Cf. Livro de atas de assembléias gerais da comunidade de Porto Velho, 01/12/1991 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 10.

[53] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 07/11/1991 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 16.

[54] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 24/01/1994 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 22.

[55] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 07/08/1994 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 25.

[56] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 05/02/1995 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 29.

[57] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 21/04/1995 e 24/11/1996 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 30 e 41.

[58] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 15/11/1995 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 34.

[59] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 02/06/1996 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 35.

[60] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 09/03/1997 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 41.

[61] Cf. Livro de atas da diretoria da comunidade de Porto Velho, 10/08/1997 (Arq. da comunidade de Porto Velho), p. 42.

[62] Gerd PETER, Relatório de atividades (Arq. da comunidade de Porto Velho), 05/03/94.


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